Essa pergunta assombra alguns pacientes: doutor, pedra nos rins mata? Para explicar melhor essa condição, é necessário compreender que, diante do diagnóstico de pedras nos rins, o paciente deve, junto com seu urologista, buscar o melhor tratamento para o seu caso.
As pedras nos rins podem se formar em todo o canal do trato urinário. Para que o urologista lhe indique o melhor tratamento para ser realizado, é necessário que ele leve em consideração alguns fatores, como:
- A localização da pedra;
- O tamanho do cálculo renal;
- A gravidade do caso;
- Os riscos de obstrução;
- O nível de dor que o paciente relata;
- A dureza da pedra;
- O histórico do paciente quanto à eliminação de cálculos renais.
Todas essas informações são importantes para que o médico indique o tratamento para o paciente. De maneira geral, as pedras que possuem tamanhos de 1 a 5 mm são eliminadas de forma espontânea pelo organismo.
Pedra nos rins mata?
Quando o paciente não trata os cálculos renais, eles podem migrar pelo ureter e causar diversas complicações. Por isso, para responder a pergunta “pedra nos rins mata?”, é importante compreender que, se as pedras não receberem tratamento, elas podem propiciar quadros sérios ao paciente. Por exemplo: as pedras nos rins podem causar infecção urinária, que podem evoluir para uma infecção generalizada através do sangue.
Este último é um quadro mais grave e que, sabemos, pode levar um paciente a óbito. Por isso, é imprescindível diagnosticar e tratar as pedras nos rins, para que essas complicações não aconteçam.
Quando a cirurgia é indicada?
Indica-se o procedimento cirúrgico para remoção das pedras nos rins quando os cálculos têm tamanhos acima de 6 mm. Além disso, a indicação cirúrgica ocorre quando não há controle da dor por meio dos medicamentos, quando há risco de obstrução do canal do ureter e há infecção urinária associada ao cálculo renal.
Atualmente, é possível fazer a remoção das pedras nos rins através de procedimento de cirurgia endoscópica. Por meio do canal urinário o médico introduz uma fibra óptica que conduz um laser para pulverizar os cálculos renais. Dessa forma, os fragmentos ficam com tamanhos reduzidos, e torna-se possível eliminá-los na urina. Fragmentos maiores podem ser removidos com uma pequena cesta própria para essa finalidade.
Este tipo de procedimento cirúrgico é considerado minimamente invasivo. Assim, os riscos do procedimento são mínimos e, além disso, o paciente se recupera de forma mais rápida, possibilitando voltar às suas atividades no dia seguinte à cirurgia. Contudo, é bom lembrar que avalia-se cada caso de maneira específica.
Como prevenir as pedras nos rins?
Pessoas com histórico familiar de pedras nos rins devem redobrar os cuidados, mas a prevenção serve como alerta para todo mundo. Por isso, para evitar a formação de cálculos renais é importante que você:
- Mantenha uma alimentação balanceada. Se possível, converse com uma nutricionista;
- Evite alimentos ricos em sódio, principalmente os industrializados e com temperos prontos;
- Beba de 2 a 3 litros de água diariamente.
Além desses cuidados com a alimentação, faça consultas periódicas com seu urologista. Mantenha seus exames em dia. Do mesmo modo, procure realizar atividades físicas, pois a prática esportiva ajuda a manter a saúde do seu organismo como um todo. Ficou com dúvidas? Marque uma consulta com seu médico de confiança.